Pedala, Andrés!

A simples falta de atenção pode às vezes prejudicar bastante a atividade jornalística. A imagem abaixo é parte de uma matéria publicada no jornal A CRÍTICA, no último dia 23 de novembro, tratando da morte do coreógrafo francês Maurice Béjart. Alguém consegue notar um significado estranho na relação chapéu (espetáculo) + título? Ou são só meus olhos com 10 graus de miopia?

Blog Agridoce

Enquanto o Andrés parece não fazer mais nada na vida além de pedalar, engajado no sonho de virar o Lance Armstrong, eu fico encarregado de atualizar o meu, o seu, o nosso (propaganda de rádio mode on) querido Agridoce (entra vinhetinha de fundo). Mas quando ele cansar da bicicleta ele vai lembrar do blog que abandonou, dos amigos, das mulheres…

Bom, outra coisa que pode trazer alguns questionamentos (ou não). Está lá, no inciso X do artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil:

“São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”

Então como é que existem ainda revistas especializadas em fofocas e profissionais que alimentam sites exclusivamente dedicados a esse tipo de assunto? 
a) os leitores querem saber
 
b) os artistas precisam
 
c) as empresas de comunicação faturam
 
d) Todas as repostas anteriores
e) Você é um mane que só fala merda!

Resposta:  Você não sabe? Discuta!

ps.: por  favor, não cheguem à conclusão que é a ‘E’.

A vaca foi pro brejo

Uma boa dica pra quem quer rir um pouco, às vezes, é ler alguns informativos ou suplementos produzidos por jornalistas ou pessoas ligadas à imprensa amazonense. Chega a ser até inacreditável o nível de certas coisas que são publicadas, algumas até com a intenção de ser sérias, mas que não passam de diversão para aqueles que têm um pouco de discernimento entre o modo correto e o errado do fazer jornalístico.

Eu não quero de forma alguma ser injusto ou parecer o sabichão, o bonzão, mesmo porque nunca gostei disso e nem pretendo compactuar com a arrogância ou valores semelhantes. Nunca tive experiência prática em redações de jornais e ainda nem mesmo concluí a faculdade. Mas é que, em alguns momentos, aquele espírito crítico que certas pessoas insistem em ignorar floresce, grita por publicidade e você tem que ouvi-lo.

A inspiração principal para este post veio a partir da leitura do “Jornal da Expoagro”, suplemento com o qual eu tive contato no meu estágio na assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror). Segundo consta no expediente do informativo, a responsável é a And Marketing & Propaganda – Editora AND, que tem como diretora comercial Carlota Praia.

Além de erros ortográficos e trechos altamente nonsense (de um tipo que nem os fãs de Scrubs e seriados do tipo vão entender), o informativo peca pela diagramação deficiente e pela ausência de conteúdo. Entre os erros, a grafia com duplo ‘Z’ no nome do vice-governador Omar Azis (Azzis), forma ortográfica semelhante à que eu só tinha visto na Constituição Política do Império do Brazil, de 1824, e também a invenção de palavras como ‘inesperiência’ e ‘beneicia’. Até a subsecretária da Agência de Comunicação do Estado (Agecom), Vânia Lopes, virou “Sônia” na legenda de uma foto.

Mas antes de continuar fazendo críticas ao jornal, a maioria fruto da minha própria observação, preferi ter um pouco mais de trabalho e digitalizar o suplemento para que quem fique interessado tenha acesso a ele e possa, assim, tirar as suas próprias conclusões.

Minha intenção aqui, ressalto, não é julgar ou criticar pessoas, mas sim os produtos que do conhecimento e da intenção delas são feitos. O objetivo principal é que esse blog possa contribuir com discussões sobre a realidade da comunicação amazonense e ajudar as pessoas – estudantes, professores ou demais interessados – a criticarem e procurarem evoluir.

O informativo contém oito páginas e todas elas foram comprimidas em um único arquivo zipado, cujo link encontra-se abaixo para download. Espero que o trabalho possa ter sido útil ao exercício crítico de vocês.

Jornal da Expoagro 2007
Formato: Zip           Tamanho: 7,20 mb

Abraço,
da equipe Agridoce

O Tal do Meme

Esse memê foi enviado pelo estimado amigo CudiPato. Eu teria que responder isso em sete minutos, mas devo ter demorado umas sete semanas. Como disse o Ismael, corro o risco de perder meu emprego e pessoas que amo…por isso vou arriscar postar com atraso, pra tentar amenizar a maldição. Também tenho que envia para 20 blogueiros que eu conheço. Fofo, né?

Como vocês devem ter notado, o meu querido amigo Diego passa a fazer parte do Agridoce. Tenho certeza que sua chegada trará mais alegria, informação e tranquilidade a esse blog. Espero ansioso por novos posts. Pra dar continuidade, ele terá a responsabilidade de ser o primeiro a responder o MEME, aqui mesmo, no Agridoce.

Uma hora: O horário que acaba o expediente (costuma variar)
Um astro: Só conheço o cãozinho dos Jetsons
Um móvel: Computador
Um líquido: H2O pura…um dia ainda experimento
Uma pedra preciosa: Jade
Uma árvore: Jambeiro. Lembranças marcadas na pele
Uma flor: Rosa rosada
Um animal: Peixe…pra todas as ocasiões
Uma cor: Verde
Uma música: Neste instante, Camarada D´Agua – Teatro Mágico
Um livro: Na cabeceira, Quando Nietzsche Chorou – Irwin Harlow
Comida: Peixe.
Um lugar: Colo do Maninho
Um verbo: Sorrir
Uma expressão: “Vou meeermo”
Um mês: Outubro…por motivos óbvios e outros nem tanto
Um número: 7
Um instrumento musical: Guitarra
Uma estação do ano: Manaus só tem duas…prefiro a que chove
Um filme: Laranja Mecânica – Stanley Kubrick

 

Os blogs…

Somatize

Leseira Baré

Graciene Siqueira

Coisas de Manauara

Guh Nogueira

Dazibão

Exclamação

Olha Só o que eu te escrevi

Pontos Finais

Shangri-lá

não deu 19…o Diego completa com o resto =p

postado por: Andrés Pascal

O Popular com qualidade e comUNIDADE

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Se o objetivo é não se limitar ao universo acadêmico, o Programa Universidade Livre de Manaos não tem medido esforços para se envolver diariamente em ações junto à população de Manaus. Na semana passada duas atividades envolveram diretamente a equipe do programa com a comunidade. No último sábado (9) o programa foi transmitido diretamente do bairro Parque Riachuelo, e nos dias 5 e 6, o Unilivre realizou uma oficina de rádio para estudantes secundaristas.

O programa de sábado foi completamente diferente do convencional. Transmitido durante a Ação social da Rádio Rio Mar, que aconteceu no Parque Riachuelo, o ponto alto foi a participação dos moradores. Apresentado por Andrés pascal, Lennon Jorge e Silvio Lima, o Unilivre abusou da interatividade e ajudou a contar a história da comunidade, através de personagens inseridos no contexto do bairro.

Moradores, lideres comunitários, a enfermeira que atendeu os participantes, o padre, a freira, a diretora e até o vigia da escola deram a sua contribuição para o sucesso do programa. Por meio de entrevistas dinâmicas, todos puderam participar, contando histórias, informando, fazendo reclamações, reivindicações e sugestões ao poder público e animando a manhã de sábado dos ouvintes da rádio Rio Mar.

O programa foi todo apresentado com um celular, no pátio da Escola Municipal Parque Riachuelo. Sem sentir falta da estrutura e o conforto do estúdio, os apresentadores aproveitaram a liberdade para inovar e criar um novo modelo de programa. Essas mudanças foram consideradas positivas pela equipe do programa, que espera repetir a experiência em breve. Segundo eles, o contato com a comunidade ajudou a abrir os olhos para uma nova realidade. Contribuiu com a compreensão da vida de boa parte daqueles que ouvem o programa todos os sábados.

Futuras Gerações

Nos dias 5 e 6 de novembro, durante o Congresso de Extensão da Universidade Federal do Amazonas, UFAM, o Unilivre realizou uma oficina de rádio para estudantes da 7ª série da Escola Estadual Djalma Batista. Durante os dois dias os garotos aprenderam a história do rádio, conheceram técnicas de locução e apresentação, além dos vários formatos de programa radiofônicos.

Ao final da oficina os estudantes produziram três programas radiofônicos, como avaliação das experiências adquiridas. Um radio jornal, outro falando sobre música e um terceiro que tinha o futebol como temática. Tanto os alunos quanto os oficineiros ficaram satisfeitos com a experiência e pretendem extendê-la. A idéia é despertar nos jovens o amor por este veículo de comunicação e incentiva-los a criar um programa de rádio na escola.

Carpinteiro do universo

A primeira coisa que eu escutei e fiquei fã foi Beatles. Tinha seis anos, tinha acabado de ganhar um daqueles gravadores pequenos de Natal e tinha uma fita gravada com músicas dos Beatles, incluindo Hey Jude, que até hoje é uma das minhas favoritas. Em seguida, já com uns doze, treze anos, o meu irmão começou a ficar fã de Oasis e eu fui na onda. Lembro até hoje da primeira vez que vi o clipe de All Around the World, aquelas navezinhas flutuando, a câmera entrando pelo megafone e em seguida pela goela do Liam. Depois, quando eu já tinha banda, veio a paixão por Blur, Pavement e outras bandas do gênero. É lógico que, como qualquer adolescente brasileiro, tive também a fase de cantar Legião Urbana e depois chegar à conclusão, meio senso comum, de que o Renato Russo faria falta. Hoje, aos 21 anos, idolatro uma banda chamada Gomez, mas daqui a pouco outra vem, ocupa o posto de favorita e daí por diante. O que fica disso tudo é que, independente do estilo e do gosto, música serve pra duas coisas: divertir e inspirar. Divertir no sentido de fazer pular, de fazer você mexer o corpo mesmo quando você não quer. E de inspirar, a meu ver a função principal, porque não há meio mais eficiente de atingir as pessoas do que com a música. Comigo, pelo menos, isso funciona com freqüência. E não só por meio das palavras, mas fundamentalmente através da melodia. Por mais absurdo que isso possa parecer, até o trânsito de seis horas da tarde me faz bem nesses dias. Coloco o meu mp3 player bem alto e deixo apenas as melodias e as letras ganharem força no meu pensamento e até na minha voz, o que vez ou outra gera alguns micos com os motoristas que passam do meu lado. Mas tudo bem, isso não é problema e muito menos o fato de estar infringindo o código de trânsito brasileiro. O pensamento vale mais pra explicar porque não vale a pena discriminar gostos musicais ou pessoas pelas escolhas que elas fazem. Pensando assim, forró, rock ou metal estão tudo no mesmo enredo musical: inspirar e divertir. Bom, eu escrevi isso também porque pensei em várias coisas pra falar nesse meu primeiro post no blog, mas não consegui nada muito objetivo. By the way, me chamo Diego, sou um grande amigo do Andrés e, a partir de hoje, vou começar a compartilhar pensamentos também nesse espaço virtual. Espero que vocês possam gostar dos textos e do que mais que venha a ser postado por mim. Pra encerrar, deixo a letra de uma música do Raul Seixas, um cara que eu sempre desprezei justamente por causa desse preconceito tolo. Que ele sirva pra vocês tanto quanto serviu pra mim. See ya.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou,
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
 
Não sei por que nasci pra querer ajudar
a querer consertar o que não pode ser
Não sei pois nasci para isso e aquilo 
e o enguiço de tanto querer
 
Carpinteiro do universo inteiro eu sou,
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
 
Estou sempre pensando em aparar o cabelo de alguém
E sempre tentando mudar a direção do trem
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar
Pra que você não tropece na escada quando chegar
 
Carpinteiro do universo inteiro eu sou,
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
 
O meu egoísmo é tão egoísta 
que o auge do meu egoísmo é querer ajudar
Mas não sei por que nasci pra querer ajudar
a querer consertar o que não pode ser
 
Não sei, pois nasci Carpinteiro do universo inteiro eu sou assim
No final, carpinteiro de mim.