Carpinteiro do universo

A primeira coisa que eu escutei e fiquei fã foi Beatles. Tinha seis anos, tinha acabado de ganhar um daqueles gravadores pequenos de Natal e tinha uma fita gravada com músicas dos Beatles, incluindo Hey Jude, que até hoje é uma das minhas favoritas. Em seguida, já com uns doze, treze anos, o meu irmão começou a ficar fã de Oasis e eu fui na onda. Lembro até hoje da primeira vez que vi o clipe de All Around the World, aquelas navezinhas flutuando, a câmera entrando pelo megafone e em seguida pela goela do Liam. Depois, quando eu já tinha banda, veio a paixão por Blur, Pavement e outras bandas do gênero. É lógico que, como qualquer adolescente brasileiro, tive também a fase de cantar Legião Urbana e depois chegar à conclusão, meio senso comum, de que o Renato Russo faria falta. Hoje, aos 21 anos, idolatro uma banda chamada Gomez, mas daqui a pouco outra vem, ocupa o posto de favorita e daí por diante. O que fica disso tudo é que, independente do estilo e do gosto, música serve pra duas coisas: divertir e inspirar. Divertir no sentido de fazer pular, de fazer você mexer o corpo mesmo quando você não quer. E de inspirar, a meu ver a função principal, porque não há meio mais eficiente de atingir as pessoas do que com a música. Comigo, pelo menos, isso funciona com freqüência. E não só por meio das palavras, mas fundamentalmente através da melodia. Por mais absurdo que isso possa parecer, até o trânsito de seis horas da tarde me faz bem nesses dias. Coloco o meu mp3 player bem alto e deixo apenas as melodias e as letras ganharem força no meu pensamento e até na minha voz, o que vez ou outra gera alguns micos com os motoristas que passam do meu lado. Mas tudo bem, isso não é problema e muito menos o fato de estar infringindo o código de trânsito brasileiro. O pensamento vale mais pra explicar porque não vale a pena discriminar gostos musicais ou pessoas pelas escolhas que elas fazem. Pensando assim, forró, rock ou metal estão tudo no mesmo enredo musical: inspirar e divertir. Bom, eu escrevi isso também porque pensei em várias coisas pra falar nesse meu primeiro post no blog, mas não consegui nada muito objetivo. By the way, me chamo Diego, sou um grande amigo do Andrés e, a partir de hoje, vou começar a compartilhar pensamentos também nesse espaço virtual. Espero que vocês possam gostar dos textos e do que mais que venha a ser postado por mim. Pra encerrar, deixo a letra de uma música do Raul Seixas, um cara que eu sempre desprezei justamente por causa desse preconceito tolo. Que ele sirva pra vocês tanto quanto serviu pra mim. See ya.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou,
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
 
Não sei por que nasci pra querer ajudar
a querer consertar o que não pode ser
Não sei pois nasci para isso e aquilo 
e o enguiço de tanto querer
 
Carpinteiro do universo inteiro eu sou,
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
 
Estou sempre pensando em aparar o cabelo de alguém
E sempre tentando mudar a direção do trem
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar
Pra que você não tropece na escada quando chegar
 
Carpinteiro do universo inteiro eu sou,
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
 
O meu egoísmo é tão egoísta 
que o auge do meu egoísmo é querer ajudar
Mas não sei por que nasci pra querer ajudar
a querer consertar o que não pode ser
 
Não sei, pois nasci Carpinteiro do universo inteiro eu sou assim
No final, carpinteiro de mim.
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3 comentários sobre “Carpinteiro do universo

  1. Esteban

    hola,
    acá nos perguntamos:? Cuál la razion que Hugo Chavez y Evo Morales fazen y dizen lo que quer con brazil y brasileños ainda baten las palmas para el ditadores.
    Evo Morales tomou na forcia petrobras de brasileños y su presidiente aceitou muy calado y ainda diz que fue justo.
    Hugo Chavez faz una propaganda muy ruin en mundo de proalcool brasileño y su presidiente ainda bate palmas para el ditador Hugo Chavez con sorizo.
    perdón nosa indescricion, más es muy dificil de entender porque brasileños tien tanto miedo de Hugo Chavez y Evo Morales.
    la verdad es que si continuar asin Hugo Chavez y Morales conseguindo tudo de brazil na força y con mucha facilidad, con cierteza su provincia de ACRE será también tomado na força y con cierteza su presidiente y brasileños van más una vez ficar caladitos y ainda bateren las palmas para el ditadores .
    perdón la sinceridad y portuñol.
    más acá es motivo de destaque y mucho comentario que presideinte de brazil es Nino d erecado de : Fidel, Chavez y Morales.
    Esteban Crustille
    Córdoba”

  2. Amigo Esteban

    Esta é a mesma pergunta que faço todos os dias quando penso nas atrocidades praticadas por Bush, Blair e os cavaleiros do Caos Capitalista, nos países de terceiro mundo, nos Iraques e Afeganistões da vida. Por que ainda aplaudimos atitudes desses moleques que brincam com o mundo criando suas guerrinhas particulares e matando milhões de pessoas sem nenhum motivo aparente. Por que aceitamos chacinas em países do oriente médio quando, a gente sabe que não existia armas de destruição em massa? Por que não protestamos com tentativas de instalar uma política econômica na América Latina onde o livre comércio só é livre pra eles, e nos deixam amputados e eternamente “em desenvolvimento”? Por que nos calamos, amigo, enquanto esses imbecis continuam mantendo um boicote a Cuba com o único objetivo de fazer 11,3 milhões de pessoas passando fome (e ainda assim não conseguem).
    Não é o fato de bater palma por bater, companheiro. Os monstros estão no lugar que a gente quer ver. As atitudes, que pra você são arbitrárias, pra mim é apenas a quebra do paradigma de uma cultura de entrega das nossas riquezas para esses senhores, a troco de pão. Queria eu que meu presidente aprendesse a dizer não a tudo o que eles impõem. Que defendesse o nosso patrimônio, que retomasse nossas terras que viraram área militar americana, que fechasse as portas da Amazônia antes que a percamos para pilantras travestidos de ong´s.
    Então, companheiro, bato palma para o que acredito ser melhor. Defendo até me provarem que isso não é o caminho certo…mas hoje estava lendo uma matéria sobre os números de mortos na guerra, e o prejuízo que ela causou ao Iraque…portanto, ainda não foi dessa vez.

  3. Elias

    Cara, me diz uma coisa: quem é você pra falar do Raul Seixas?
    não adimito e nunca adimitirei uma pessoa falar do grande Raul
    Seixas.

    Se eu te descubro rapaz, sou capaz de deixar você com a
    cara ralada no chão por falar do Raul.

    Não sou um mané. Nem um imformal, só não suporto alguém falar
    do Raulzito.

    Se você não gosta tudo bem, mas não fica publicando
    esse seu mal gosto, você me entende né?

    Até mais…

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