Mídia em Debate

Olá querido leitor do Agridoce.  O Andrés continua ausente e eu, mesmo que sem muito tempo, tento atualizar o blog com coisas legais pra você ler e refletir.  O post dessa semana traz uma matéria publicada na última quarta-feira (12/12), no jornal A Crítica, que descreve, com riqueza de detalhes, um abuso sexual cometido por policiais militares contra uma mulher.   É uma matéria que acabou ficando bizarramente engraçada, ao menos pra mim, apesar do assunto sério que aborda.  O texto completo está no final do post.  É desnecessário dizer que a leitura é proibida para menores de 18 anos.   

Bom, o blog Agridoce também quer parabenizar neste post toda a equipe do programa Mídia em Debate, que na última quinta-feira estreou com o pé direito (na nossa humilde opinião) na TV Ufam.  Apesar de alguns problemas técnicos, a edição de estréia trouxe um assunto importante – TV Pública – e ajudou a clarear as discussões acerca do tema.  Aliás, gostei muito da participação da jornalista Thais Brianezzi (é assim que escreve?), que insistiu em vários momentos em adaptar a linguagem um pouco mais técnica do outro entrevistado, Pedro Moura, pra fazer o telespectador compreender melhor.   

Enfim, nós estamos vendo o quanto vocês da equipe do programa estão se esforçando e temos certeza que o trabalho vai dar um excelente resultado.  Fazemos nossas também todas as palavras de sucesso e de boa sorte da professora Ivânia no dia do evento do lançamento do programa.  By the way: o blog Agridoce, assim como 99,9% dos alunos de comunicação da Ufam e provavelmente do universo, ama a professora Ivânia Vieira.  Paga-pau total. 

Por aqui me despeço desejando a todos um ótimo final de semana.  Hoje foi aniversário do Sílvio, então talvez role de nós fazermos algo pra comemorar mais tarde.  Amanhã tem o lançamento do EP da Mezatrio, uma banda bem legal daqui de Manaus, lá no Bar Dinastia.  Quem puder comparecer, não vai se arrepender.  Depois me conta como foi porque eu não vou poder ir :/  

Abraços

Rocam é suspeita de abuso

Três policiais Militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) estão sendo investigados por abuso sexual contra a dona de casa Maria da Silva*, 22. Ela disse que os policiais a apalparam, “mamaram” em seus seios, se masturbaram e jogaram o sêmen na barriga dela.  Ontem, no final da tarde, ela recebeu uma recado da parte dos policiais dizendo: “Tu ficas de boca calada senão tu vais aparecer crivada de balas”.

O recado chegou a vítima acompanhado da bateria do celular dela que os policiais levaram no dia que cometeram o crime.  O caso aconteceu no domingo, dia 9. Maria da Silva contou que é moradora de Educandos, e que participava de um aniversário na casa do padrinho do filho dela, na rua Beira-Mar, no bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, quando, por volta das 20h, ela conversava na calçada com um amigo: Jonas Silva o “Nena”. Nesse momento, ela conta que começou uma correria pela rua. “As pessoas entraram para as suas casas. Eu entrei na de Jonas. Foi quando três policiais invadiram o local. Eles estavam procurando droga”, disse a mulher. 

Segundo Maria, com os PMs estavam dois homens algemados. Os três policiais teriam arrombado uma outra casa ao lado e teriam saído de lá com uma porção de maconha. “Eles disseram para Jonas que a casa havia caído e que ele ia para a cadeia”, contou Maria. De repente, um dos policiais mostrou a maconha para ela dizendo que se ela não fizesse tudo que eles queriam que ela ia também para a cadeia. Maria disse que foi levada para um dos quartos da casa por um dos policiais que usava bigode.  

O soldado mandou que ela tirasse a blusa. Maria argumentou que no momento não estava usando sutiã, mas, mesmo assim, ela foi obrigada e levantou a roupa. O soldado teria visto os seios dela e passou a apertá-los e em seguida passou a sugá-los. Em seguida, os outros soldados entraram no quarto e um deles mandou que ela tirasse a bermuda e ficasse só de calcinha. Logo, ele mandou que ela tirasse também a calcinha e ela o fez e que o soldado passou a acariciar e beijar a vagina dela. 

Um PM que tinha uma cicatriz na cabeça mandou o colega parar e sair do quarto.  O soldado com cicatriz perguntou se ela tinha camisinha e ela disse que não. “Ele perguntou se podia confiar em mim e disse que eu era muito bonitinha para ser prostituta”, contou a dona de casa. Esse mesmo PM teria esfregado o pênis nas coxas dela e ejaculado na barriga dela, enquanto os outros dois se masturbavam e depois jogaram também sêmen nela. Quando terminaram, a mulher disse que os PMs a mandaram vestir a roupa e sair do quarto. O soldado com cicatriz disse que Maria ficasse de “bico calado”, senão iria matá-la. Segundo a denunciante, ele disse isso mostrando a farda e dizendo que era autoridade. Maria disse que viu o rosto dos PMs e que consegue reconhecê-los.

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