O Rio

O rio passa correndo e leva com força o que há pela frente.

Mato, barranco, capim vão embora indiferente.

Leva planta. Leva galho, leva folha, leva flor, pra alegria poética do autor.

Destruidor, leva sonhos, leva vida e leva amor. Tão rápido quanto chegou.

Jamais para! O rio apenas avança. Troca de nome quando precisa, e se lança.

Esfria com a água da chuva, ou esquenta com a lua. Mas ele sempre continua.

Negro ou barrento, o destino é o mesmo. Destino nenhum.

E a flor? e o sonho? e o amor? Onde ficou? Alguém pegou?

Ficou pra quem não se acovardou. Pra quem nas suas águas se jogou.

O rio transforma vidas com as vidas dos outros. Que bom que ele não parou.

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4 comentários sobre “O Rio

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