A voz do Povo

Em discurso acalorado durante a reunião do Codam desta sexta-feira, o presidente da Federação dos Trabalhadores da Industria do Estado do Amazonas, Ricardo Miranda, protestou contra a metodologia utilizada pelo Estado para batizar instituições públicas. Ao lembrar sua falecida mãe, a professora Eliza Miranda, homenageada por ele com a construção de um condomínio no Distrito Industrial, Ricardo disse ao governador Eduardo Braga que tentou, por diversas vezes, colocar o nome de sua genitora em alguma escola do Estado.

“Na época em que o José Melo era secretário de educação ele me prometeu que homenagearia minha mãe com uma escola. Ele saiu do cargo e até hoje a tal da escola não saiu. Precisei eu mesmo construir esse condomínio para que minha mãe fosse lembrada”, lamentou.

Porém, o melhor ainda estava por vir. Ricardo deixou desconcertado o governador ao afirmar que as homenagens são dedicadas sempre a pessoas ricas e com status na sociedade baré, o que normalmente beneficia três ou quatro famílias com destaque no Estado.

Foi quando uma voz baixinha, quase um sussuro estremeceu as paredes da sala da Seplan, deixando vermelho empresários, secretários estaduais e até o governador. A voz, delicada porem devastadora, disse uma única palavra, o bastante para causa tamanho transtorno:

“Lins”.