Atendo o seu chamado

Às vezes visito seu jardim, agora tão abandonado, e sinto que é você quem me chama pra estar alí. Tem horas que tenho vontade de entrar na sala em que você trabalhava na escola, onde tantas vezes te encontrei no horário do almoço ou no finalzinho da tarde. Em alguns momentos me sinto atraído até nossa biblioteca, lugar no qual você adorava estar.

Normalmente procuro nesses lugares a resposta que explique porque você não está mais aqui. Fico tentando entender quais os passos que devo tomar para seguir em frente nesse caminho tão enlameado de saudades. Fico esperando que você me diga o motivo que te fez me chamar até ali.

Mas a verdade é que eu já ficaria muito feliz em ouvir de você o simples e tradicional “Não é nada não, Cao. Só fiquei com saudades e queria te ver”.

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